Não, não foi uma noite fácil. Quando muitos sorrisos se rasgaram hoje, eu disfarcei todos os minutos e a chuva lá fora também não ajuda. Sei que não te abandonei naquele lugar, nem tão pouco lá estás, mas, enquanto mãe, como tantas outras, vou sentir eternamente aquele instinto protetor e, inevitavelmente, sobretudo nestes dias, é impossível não estar vazia por mais máscaras que use. Tudo o que eu queria era tapar-te à noite na caminha quentinha depois de dançarmos e rirmos.. sim, afinal também franquejamos... e o meu conselho de hoje é que se mostrem humanos de vez em quando, porque também temos o direito de"gritar", porque o amor está onde o nosso coração está e todos irão entender... sim, desculpem o desabafo mas nem sempre todas as luzes brilham no natal... consola-me, para além da companhia da família, dos sorrisos dos sobrinhos, do aconchego dos amigos, o meu presente de natal... o Manoel... não estou apenas triste, estou também agradecida também eu tive direito a sorrisos nesta data porque o mano sorriu para mim logo pela manhã...
Partilho convosco a mensagem da amiga E, que me tocou no fundinho do coração... porque lá do céu, atravésde outros, acredito que me continues a enviar sorrisos e mensagens... "Natal é o nascimento de um menino que veio para salvar, salvar de uma morte vazia e dar-nos a ressurreição, dar-nos uma vida eterna. Tu (eu) melhor que ninguém este ano sabes(sei) dar valor a isso mas também já viveste(vivi) um natal em tua própria casa, com o nascimento do mano. Espero que este dia te(me) faça relembrar que Jesus te(me) acompanha nos altos e baixos...". Assim vos relembro agora: ""façam o favor de serem felizes" e façam das janelas portas,das portas um mundo dentro dele nunca se esqueçam que essas passagens se fecham e abrem e, como nunca sabemos quando, amem hoje e amem sempre!
A perda não pode ter cara de luto quando o que existiu foi perfeição e, mães de corpo ou pensamento, não importa, longe ou perto, somos mães para SEMPRE! Assim espero chegar até vós e dar a mão...
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
O que fazer com as festividades?
Sim. A nossa vontade seria esquecer esta quadra porque, por mais que tentemos encontrar novos motivos ou justificar festejar, aquilo que se vai sentir sempre é uma impotência desmesurada, uma vontade de apagar esta quadra... mas temos pessoas connosco que não têm culpa, como o meu passarinho Manoel. Então tentei encontrar o aceitável ou suportável. Este ano apercebi-me que afinal era só pensar no Natal como ele realmente deveria ser mas que quase ninguém cumpre. Afinal o Natal é amor, o Natal é estar com a família, o Natal é das crianças e não do consumismo, o Natal é um dia normal que aproveitamos para reunir todos os que amamos. Então pensei que talvez não custe assim tanto. .. afinal faço isso quase todos os dias e todas as semanas. De resto é partilhar amor. As prendas são superficialidades que o Homem inventou, a árvore de Natal também e o pai Natal não existe. Sempre me ensinaram que quem traz os miminhos é o menino Jesus, portanto. .. afinal ultrapassar o Natal pode ser que seja como todos os dias,engolir em seco e abraçar quem amamos, tentando aguentar mais um dia e, se for preciso, chorar na almofada. Cumprir esta data como se fosse mais um dia..
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Fenix renascida
http://m.youtube.com/watch?v=gXEtkXSli4M
Hoje vim para desculpar a minha ausência (o Mano ocupa muitas horas :)) e para partilhar convosco um sentimento. É verdade.. por vezes, ainda podemos dizer que há algo que vale a pena, que nem tudo é amargo. Antes do Mano nascer, a amiga M, partilhou comigo uma música que me fez chorar de tanta emoção.. sou eu ali espelhada, o Pedro, a alma do meu José, a chegada do meu Manoel.. foi assim que me senti quando ouvi o primeiro choro do Manoel e queria partilha-la convosco. Vocês que já foram mães, fechem os olhos e oucam com o coração.. entenderao o que quero dizer.. fica também uma partilha que "roubei" do face da amiga V e que completa todo o sentimento..
"Como a ave mitologica,
cada dia renasco
das próprias cinzas.
reinvento o calendário
para rea(s)cender a minha vida.
velho dilema:
Se cruzo os braços, fracasso;
Se avanço o semáforo, desapareco."
Ronaldo Cagiano, in O Sol nas Feridas.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Fabriquem sonhos...
Escrevo-vos já com o mano nas nossas vidas e, depois disto, desta luta por salvar um pouco de nós, que vos escrevo e digo: depois da perda a única solução é "fabricar" sonhos. Os vossos podem ser qualquer coisa, no meu caso foi gerar o Manoel, mas o importante não é o quê mas sim realizar, concretizar e, "obrigar-nos" a sorrir. Às vezes até pensamos como é possível voltar a sorrir se a mesma vontade de chorar permanece lado a lado com a boa nova. É difícil, é confuso mas não é impossível. Por isso permitam-se concretizar sonhos, desejos, algo de força maior que vos obrigue a viver. Pode parecer um passo duro de seguir mas ergam-se, devagarinho.. "gavarinho", como diz a minha princesa , passo a passo, nós vamos respirando.. o meu sonho está a crescer, aqui, perto de mim.. presente de ti meu sonho longe de mim..
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Por hoje é só...
E porque há dias em que tudo se sobrepõe... hoje só tenho esta mensagem para partilhar.. lembrem-se, quando nos faltar o resto, há alguém ou algo que nos faz continuar..
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Os "M" que todos queremos não ter...
Em conversa com a minha grande amiga A. surgiu o tema do novo post: o medo. Desde que me aconteceu o que aconteceu o medo dissipou-se da minha vida. Depois disto, pior é impossível. Mas, esta sema, com a aproximação da chegada do Mano, voltaram alguns. Nem sabia bem decifra-los até ter esta conversa. Quase todos os dias, quando ia adormecer o José, dizia para o meu marido: tens consciência de que, por mais filhos que venhamos a ter, nenhum vai ser como ele? E descobri que do que continuo a ter medo é do que passou, do que perdi e não do que está para vir.. amar é tão amplo e vasto que assusta, porque, por mais estranho que pareça, habituamo-nos melhor ao comum do que aos sentimentos e vivências perfeitas. Porque, simplesmente, de tão grandiosas e plenas, temos medo de nos habituar a elas e nos serem retiradas depois... "somos luz, paz e amor" querida A.. Obrigada por me relembrares disso.. é humano sentirmos medo mas, mesmo que o tenham, lembrem-se que enfrenta-lo vai dissipa-lo.. por isso, tremam as pernas ou não, vão, enfrentem e vivam.. fora dessa nuvem carregada e deixem o céu clarear..
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Escolhas...
Todos temos passos e decisões de gigante em determinadas alturas da vida. A minha próxima é amanhã: última consulta ou nascimento do mano.. eu sei que é uma boa fase, eu sei que évo que tem me segurado até aqui e o que me vai dar forças no futuro. Às vezes sabemos que ao dar o passo vai ser positivo, ainda assim somos sempre invadidos pelo medo do desconhecido. Toda a mudança, positiva ou negativa, vem acompanhada do receio. Pensemos pelo lado positivo: seja o que for que vier aí vamos aproveitar, porque o que foi gerado com amor, dê certo ou não, há-de ser sempre a melhor escolha... vou receber com amor e vou estar confusa de amor... mas vou...
O dia mais feliz da minha vida... outro terei em breve...
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Mensagem pré-natalicia
Comecou o massacre das publicidades de natal. O natal sempre foi, para mim, mais uma boa oportunidade de juntar a família, cozinhar e fazer as crianças felizes. Mas, cada vez mais, abomino o consumismo que fazem em torno desta festividade. O natal é amor, luzes, boa mesa, união e dizer amo-te! Muitas pessoas até dizem pensar assim mas, na altura, o consumismo prevalece. Se eu pensava já um pouco assim, a minha estrelinha deu-me todas as certezas. O meu conselho para a contagem decrescente desta época é: sejam mais humildes, digam AMO-TE, enfeitem a vossa casa, juntem a família, comam tudo o que sempre tentam evitar e, se quiserem presentear, dêem presentes com significado, o valor monetário é tão fútil... e sabem, se um dia, como a mim, passarem outro natal sem alguém que amam mais do que tudo, vão, pelo menos, poder olhar para trás, ver as luzinhas piscar con saudade, até tristeza mas com um enorme orgulho por termos dito amo-te... o verdadeiro significado do natal, da vida...
domingo, 3 de novembro de 2013
Para alguém que precisa...
Mais um dia difícil, é verdade. Mas eu sempre fui teimosa e agora a minha teimosia prende-se sobretudo em fazer valer a mensagem do meu José: AMOR. Hoje chorei porque vi uma bebé "fixada" na tia e tantas memórias me vieram à cabeça da minha estrelinha com a minha irmã... chorei porque fui assistir ao jogo de futebol do primo K e lembrei-me como o K idolatrava o primo (e ele que até é fechado) e dizia sempre: ele tem uns olhos tão brilhantes... porque é que ele tem uns olhos tão brilhantes? E eu sei que ele se lembrou do primo e, embora não diga porque sabe que é difícil, eu senti que quem ele queria lá hoje era o primo José... chorei porque li um desabafo de uma mãe que sigo e pela qual peço, a mãe P, que vive dias que eu já vivi, que sente vontade de gritar calada, que disse algo que tanto senti : por favor chama-me mãe... como me lembro de pedir isso... como a entendo e, como, para ela, vai hoje o meu carinho. Não me conhece mas eu sei cada pedacinho do que sente e, por isso, lembre-se: pode estar fraca, fraquinha, pode olhar para o seu bebé grande e sentir revolta, pode querer arranca-lo daí, pode cair-lhe o mundo aos pés mas acredite, você não vai fraquejar, vai sim descobrir que amanhã e depois e depois terá sempre outra dose de força, vinda sabe-se lá como mas que vem, por ele, pelos nossos filhos, porque são capazes de nos ensinar tanta coisa, muito mais do que nós a eles... acredite no amor... tudo o que terceiros pensam, desconhecendo a magia de um amor como mãe e filho têm, não merece a pena.. só você e o seu T entenderao os códigos do olhar, do fixe e de tanto mais que só vocês sentem...
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Aprenda a valorizar
Hoje fomos a uma das últimas consultas do mano. Sempre que lá vou vejo outras futuras mães e penso que nenhuma delas terá a mesma história que eu e penso que também gostava que a minha felicidade fosse pura, sem medos e lacunas. Todos nós, certamente, pensamos muitas vezes que "os outros" não têm problemas e tudo parece perfeito. Nada mais errado... da porta para dentro, só quem lá vive sabe pelo que passou. Prova disso? Ainda hoje a minha médica me veio dizer que não pensasse ser a única assim porque acabara de atender outra mãe que, embora em circunstâncias diferentes, passa pelo mesmo. Também nesta caminhada o meu médico de ecografia me confessou ter passado pela mesma perda e, mesmo já com idade avançada a dor parece de hoje. E assim me apercebo que não sou a única que olho para trás, eu pelo meu filho, vocês por outras razoes. Cada um com as suas... por isso o meu pensamento de hoje é que não desperdicem a vida, não percam tanto tempo a pensar no que, aparentemente, os outros têm e nos não. A vida é tão curtinha e amanhã pode acontecer tudo... aprendam com tudo e, por favor, não desperdicem a vida...
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Do que precisa a tua alma?
Hoje é um dia menos bom, todos os temos, não se culpabilizem por isso. Não sabia que palavras vos escrever porque gosto sempre de vos animar e hoje, de facto, as letras amontoavam-se e voavam. Mas a minha amiga eterna, prima, madrinha P disse-me uma frase que me ficou na cabeça: "a tua alma precisa...". Então perguntei-me: do que precisa agora a minha alma? Experimentem fechar os olhos e reflectir acerca disto. Às vezes a vida é tão atribulada que nos focamos em tudo menos nas coisas simples, que são as que nos fazem mais falta. No meu caso não será difícil vocês saberem a resposta. Preciso do meu anjinho aqui... mas, como na vida de todos nós, há sempre qualquer coisa que a nossa alma precisa e não depende de nós poder concretiza-la. Então, onde nos podemos agarrar para aliviar a ausência dessa falta? Pois a minha resposta é o pouco tempo que falta para conhecermos o mano... todos temos coisas positivas, nenhuma vida é perfeita e não chove eternamente na mesma casa... lembrem-se disso...
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Quem disse que desistir é opção?
Segunda-feira e associada ao dia cinzento que faz lá fora, traz algum desânimo a quem tanto se esforça por cria um fundamento de vida. Eu sei que há dias assim, em que nem apetece sair da cama, em que talvez desistir fosse a opção mais comoda, mas vamos recapitular o que temos de bom. A partir de hoje é lei a palavra TENTAR. E tentar não é forçar, é no ritmo de cada um conseguirmos evoluir e dar pequenos passinhos. E desabafando, fazendo este raciocínio com alguém que nos entende, é sempre a melhor alternativa, porque sozinhas vamos acabar por cair na desmotivacao. Então, vou hoje fazê-lo convosco. Sempre que pensei desistir durante este tempo que me agarrava eu pensava em quê? No meu marido companheiro e amigo, na família que se desdobra por mim e "finge" mais do que gostaria para não me ver ir abaixo, nos amigos que tanta paciência têm e coragem, porque viver do lado de alguém como nós não é fácil, é uma luta. No meu caso, o milagre de esperar o Manoel... as possibilidades que já me bateram à porta, a capacidade que ainda consigo manter de ter fé na vida... nada é mais importante do que a relação que temos com quem nos rodeia e nos quer bem... São o impulso para os nossos passos. Recordem vocês e, por hoje, um dia de cada vez, e não desistam por isso...
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Hoje não, amanhã talvez...
Ser acompanhado por um psicólogo é parte essencial neste manual de sobrevivência e será um tema a desenvolver em breve para vos explicar o porquê de pensar assim. Mas hoje quero partilhar convosco que há dias de batalha, que embora nos sintamos a recuar, com o tempo percebemos que estamos sim a evoluir e a enfrentar o que tentamos esconder. Hoje é um dos dias que me sinto assim, porque tenho a cabeça a andar à roda, que pareco ter recuado, mas eu sei que não, eu sei que é um passo e quero que vocês saibam também. É genuíno sentirmos saudades que não cabem, é humano chorarmos mas também é importante acreditarmos que pequenos passos são grandes feitos...
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Conselho do dia
Ontem foi Domingo e uma das coisas que considero fundamental fazermos é continuar a ter os mesmos hábitos familiares e união. Mas também eu passo por muitos momentos em que tudo o que apetece é fecharmo-nos no quarto. Mas eis o que vos aconselho: mantive de pé o almoço de família, ouvi as risadas dos meus sobrinhos, não aguentei e chorei, desabafei, embora, na maioria das vezes, use o "escudo" para o evitar, e no final de contas foi "bom" a minha irmã vir abraçar-se a mim e eu ver que ela também chora. Depois ganhei forças e respirei fundo, sorri e devagar entreguei-me a este dia familiar, mais aliviada. Somos humanas e ninguém nos diz para não chorar, apenas nos pedem para tentar, porque nos amam e porque assim nos revemos como "antes de tudo acontecer"...
sábado, 19 de outubro de 2013
Conversas do céu...
As mensagens de que vos falei anteriormente surgem assim, quando menos esperamos. Em jeito de confidencia com a M tudo se traduziu em algo superior, por isso digo tantas vezes que devemos dar especial atenção aos pormenores. Para mim, é essencial saber ouvir os outros porque, se me querem ajudar, é porque devo receber as suas mensagens, mesmo, como desta vez, essas mensagens me façam chorar muito e tiver que esperar 2 dias até conseguir partilhar convosco.
Comecei por desabafar acerca do dilema de qualquer mãe de segunda viagem que é o temer não amar tanto como na primeira vez. Só que connosco, que estamos longe das nossas estrelinhas, tudo ganha uma dimensão muito superior pois esse medo vem associado à injustiça que sentimos e à frustração enquanto mães. Afinal, acabamos por viver o terror que é sabermos que não vamos conseguir dividir os mimos, o ensinamento, a vida, como as outras mães de segunda viagem... e, pelo menos eu, acabo por carregar algum sentimento de culpa, uma culpa que daria tudo para não ter. E a amiga M disse uma coisa realmente importante que eu não me tinha permitido ver. Afinal, vou poder amar os dois com a mesma intensidade, só que um amo com a força do pensamento e o outro com a força do corpo... é lindo não é? E ambos com a força do coração... E como encaixa na perfeição para quem perdeu... quando o José "voou" , voei com ele, apenas fiquei a viver aqui, mas de modo automático e, uma das coisas que mais nos corroi dia a dia, é o não poder comunicar. Mas a amiga M mostrou-me uma forma. Pode parecer dura mas faz-nos estar mais perto quando nos começamos a habituar. Aprendo a falar com o meu amor todos os dias, como se ele estivesse noutro país distante, a cumprir a sua missão. Todos os dias de manhã "ligo-lhe" a desejar um dia feliz, com muitas brincadeiras e sorrisos, digo que tenho saudades, que gostava que estivéssemos mais perto mas que sei que ele está onde está certamente por uma coisa muito grandiosa, que tenho orgulho nele e mal posso esperar por reencontra-lo. À noite volto a ligar para perguntar como correu o dia, para lhe dizer como foi o meu e que tive saudades... e, como qualquer mãe que tivesse o seu filho longe, fazemo-nos de fortes, engolimos em seco e mostramos que nem temos vontade de chorar, o importante é que se eles estão felizes e sem sofrer, nós também devemos estar... porque os nossos filhos só estarão felizes se nos virem felizes também... podemos chorar, aliás, às vezes é inevitável mas devemos pensar que eles têm orgulho da mãe forte que conheceram e só estarão bem se nós também tentarmos estar... obrigada M...
Comecei por desabafar acerca do dilema de qualquer mãe de segunda viagem que é o temer não amar tanto como na primeira vez. Só que connosco, que estamos longe das nossas estrelinhas, tudo ganha uma dimensão muito superior pois esse medo vem associado à injustiça que sentimos e à frustração enquanto mães. Afinal, acabamos por viver o terror que é sabermos que não vamos conseguir dividir os mimos, o ensinamento, a vida, como as outras mães de segunda viagem... e, pelo menos eu, acabo por carregar algum sentimento de culpa, uma culpa que daria tudo para não ter. E a amiga M disse uma coisa realmente importante que eu não me tinha permitido ver. Afinal, vou poder amar os dois com a mesma intensidade, só que um amo com a força do pensamento e o outro com a força do corpo... é lindo não é? E ambos com a força do coração... E como encaixa na perfeição para quem perdeu... quando o José "voou" , voei com ele, apenas fiquei a viver aqui, mas de modo automático e, uma das coisas que mais nos corroi dia a dia, é o não poder comunicar. Mas a amiga M mostrou-me uma forma. Pode parecer dura mas faz-nos estar mais perto quando nos começamos a habituar. Aprendo a falar com o meu amor todos os dias, como se ele estivesse noutro país distante, a cumprir a sua missão. Todos os dias de manhã "ligo-lhe" a desejar um dia feliz, com muitas brincadeiras e sorrisos, digo que tenho saudades, que gostava que estivéssemos mais perto mas que sei que ele está onde está certamente por uma coisa muito grandiosa, que tenho orgulho nele e mal posso esperar por reencontra-lo. À noite volto a ligar para perguntar como correu o dia, para lhe dizer como foi o meu e que tive saudades... e, como qualquer mãe que tivesse o seu filho longe, fazemo-nos de fortes, engolimos em seco e mostramos que nem temos vontade de chorar, o importante é que se eles estão felizes e sem sofrer, nós também devemos estar... porque os nossos filhos só estarão felizes se nos virem felizes também... podemos chorar, aliás, às vezes é inevitável mas devemos pensar que eles têm orgulho da mãe forte que conheceram e só estarão bem se nós também tentarmos estar... obrigada M...
Este é mais um post que, para mim, é essencial partilhar convosco. Inevitavelmente, sou "forçada" a continuar a sentir que recebo "mensagens do céu". O destino, quando passamos por uma fase trágica, começa a reunir-se a nosso favor, talvez para despertar em nós a capacidade de viver e, associado a isso, acredito que também o propósito de que consigamos decifrar algum tipo de aprendizagem. Desta vez foi numa conversa com a mais querida e recente amiga M, que me tem apoiado muito. E nem tinha que o fazer, tal como a nova amiga C não tinha que o fazer mas, de uma forma mágica, têm surgido amigos tão especiais como elas, associadas aos amigos já existentes que nos dão tanta tanta força... a todos o meu obrigado profundo e de alma porque nunca vos vou poder agradecer como merecem... sou muito abencoada pelos amigos que tenho e um dos meus melhores conselhos é que nunca afastem os vossos amigos, mesmo quando tudo o que apetece é apagarmo-nos para o mundo... os nossos amigos são parte fulcral para nos levantarmos lentamente.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Fzer a vontade ou contraria-la?
Pois hoje decidi partilhar convosco a decisão do dia. Sim, uma das técnicas terapêuticas que aprendi com a dra TM, foi "contrariar" a vontade de não arriscar, não conviver, não viver, não sorrir... e aprender a dizer sim, mesmo quando nos apetecia esconder a cara nos lençóis. Pois hoje o não estava mesmo convicto e teimoso mas, mesmo sem vontade, quando antes amava ensinar, sai de casa para o início do que fará parte da minha rotina e passei a tarde a ensinar, como sempre quis fazer. Resultado? Ao forçar-me acabei por vir muito mais serena e menos triste. Aliado a isso recebi o meu sobrinho M e como me preencheu poder ser parte do veículo que o vai preparar para o futuro e, no final, ouvir as gargalhadas dele a jogar com o tio. Só filmado... sim, embora custe, recompensa viver estes momentos porque é imprescindível fazermo-nos rodear de pessoas, sobretudo das pessoas que nos trazem boas energias e pequenos grandes gestos.
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Que fazer com as memórias?
Não, bem sei que é verdade que não se pode ver sempre o lado colorido, sobretudo quando se aproximam aqueles dias da semana em que a ausência é mais significativa que, no meu caso, é o sábado de manhã. Sábado de manhã era mesmo um momento nosso. O pai Pedro estava a trabalhar e nós dormíamos até querer e depois desfrutávamos de brincadeiras toda a manhã: ver o Jim Jam e cantar as músicas do Barney ou do Kipper, sempre com saltos e maluquices: "Chamam-lhe... Kipa... Kipper... do cão...". Ou andarmos nos "nossos veículos": tu no Faísca McQueen e eu na mota... pois todas nós sentiremos com mais intensidade algum momento da semana e inevitavelmente acabamos por nos ir abaixo. Mas faz bem falar desses momentos porque, embora doam, revivemo-los e isso ninguém nos tira... querem partilhar connosco o vosso momento semanal?? Evadam-se, deixem cumprir os vossos sorrisos, os de hoje ou de um dia que não volta mas que devemos reviver com entusiasmo... dói mas faz-nos reviver... substitua os momentos que nos habituámos a temer falar, escondidos de tudo e todos, recalcados na alma, por momentos partilhados, despejados, que nos farão soltar um pouco as amarras...
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Amar...
http://www.youtube.com/watch?v=sWKjd3piTds
As músicas transportam-nos para os momentos passados na nossa vida ou até mesmo para um desejo na nossa memória. Com certeza não serei a única mãe a lembrar-me do meu anjo através da melodia... esta música enche-me, leva-me ao nascimento do meu príncipe José... e vocês mães não acham que a letra faz todo o sentido? Amar assim só na ligação mãe-filho... "amar, amar simplesmente... com o olhar brilhante, brilho de diamante, um coração quente, feito um vendaval em mim... e eu me apaixonei perdidamente por você... e agora sou bem mais que sei, um ser amor... " se somos seres únicos e especiais, depois da oportunidade de amar como mãe, aí passamos a ser muito mais do que éramos... amar com humildade, pureza, sem esperar retorno... amar porque é bom, porque nos enche e nada mais importa...
As músicas transportam-nos para os momentos passados na nossa vida ou até mesmo para um desejo na nossa memória. Com certeza não serei a única mãe a lembrar-me do meu anjo através da melodia... esta música enche-me, leva-me ao nascimento do meu príncipe José... e vocês mães não acham que a letra faz todo o sentido? Amar assim só na ligação mãe-filho... "amar, amar simplesmente... com o olhar brilhante, brilho de diamante, um coração quente, feito um vendaval em mim... e eu me apaixonei perdidamente por você... e agora sou bem mais que sei, um ser amor... " se somos seres únicos e especiais, depois da oportunidade de amar como mãe, aí passamos a ser muito mais do que éramos... amar com humildade, pureza, sem esperar retorno... amar porque é bom, porque nos enche e nada mais importa...
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Esta semana completamos 33 semanas de mano. Nem sempre é fácil unir duas emoções tão distintas mas há sempre quem tente recolher um pouco da nossa dor, como os amigos. No meu caso só me uni mais a quem já pertencia ao meu mundo e há coisas que uma mãe nunca esquece. É importante, embora sem maldade muitas vezes não termos espírito para tal, mantermos os amigos e a família por perto. GRande parte do tempo queremos a solidão mas mais tarde aprendemos que são o nosso verdadeiro pilar. POr isso, fizémos um chá de bebé esta semana e, embora na comemoração nos sintamos sempre um pouco perdidos, também temos que viver o que há de bom e o que houve e nunca se esquece. O chá do mano mas nem os amigos esqueceram o José. Sinto-me bem por terem esse cuidado. Quem perde erra ao tentar toldar a vivência das memórias porque, embora doa, também nos acalenta. Uma das ofertas que mais me emocionou foi uma caixinha forrada, com um passarinho (o mano) e uma estrela (o José). Dentro, uns cartões para a família e amigos registarem desejos para o futuro, lidos pelo mano quando já for grande... a grande simbologia é o desejo de longevidade na vida di mano e isso tem um valor imenso... nenhuma prenda é tão importante quanto estes desejos bons e puros...
amores controversos
Os contratempos são inevitáveis... julgamos ou gostaríamos de ter tudo controlado, mas uma coisa que aprendemos é que nada está realmente dependente de nós. POdemos tentar e lutar alcançar o melhor enquanto mães mas há coisas que infelizmente não dependem de nós e não nos podemos culpar por isso... ser mãe de novo desperta muitas lembranças e vivemos inevitavelmente uma dualidade interior. PAra quem já é mãe acontecerá certamente o mesmo. EU estou a caminho da segunda viagem e há dias que me atemoriza o facto de poder não ser capaz... quanto mais se aproxima a data mais dúvidas surgem... e se não estiver à altura? E se o sofrimento da ausência de um me afastar da plenitude do outro? Com certeza as dúvidas não são apenas para nós, mães de luzes no céu, acredito que todas as mães de segunda viagem tenham certamente estes receios mas de outra perspectiva, tal como na primeira vez tivemos outros medos e dúvidas... o importante é atenuar a ansiedade, lembrarmo-nos dos filhos que nos acompanham... longe ou perto... e permitir-nos amar... a nossa maneira, não à maneira dos outros... todos amamos de forma singular... e eu amo o meu pinguim do céu e o meu passarinho da terra...
terça-feira, 24 de setembro de 2013
a vida passa a ter encontros correntes...
Sempre que pensei ter uma profissão, mesmo quando ainda não tinha certezas, sabia de antemão que esta tinha que estar relacionada com a escrita, as palavras e foi a ensinar que pude partilhar essa paixão. Nesta fase da minha vida, eu, que gostava tanto de devorar livros, fiz várias tentativas de me infiltrar numa história mas talvez ainda não esteja preparada. SImplesmente ainda sou incapaz de me concentrar, dizem que faz parte do processo a nossa mente voar sempre para o mesmo sítio e não conseguir descobrir outros. MEsmo assim algumas mensagens as letras me continuam a deixar e há uma em particular que não posso deixar de partilhar convosco. TAlvez já conheçam a definição de filho descrita aos olhos de Saramago, ele também que sentiu a perda no seu caminho. "Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar os nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. ISso mesmo! SEr pai ou mãe é o maior acto de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo o tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo correctamente e do medo de perder algo tão amado. PErder? COmo? NÃo é nosso, lembram-se? FOi apenas um empréstimo!"
Quando li, pela primeira vez estas palavras, ainda dentro do meu sonho cor-de-rosa, entendi, valorizei, mas não senti... hoje, depois de tudo, tudo faz o mais completo sentido e só quem vive, como Saramago, eu, você talvez, saiba o verdadeiro sentido destas palavras. COmo elas hoje penetram no nosso ser e como, a partir deste dia, nada reclamamos como adquirido. SOmos a pessoa da porta ao lado que lamentamos ter perdido. NÃo somos donos de nada: o material um dia acaba, o marido ou namorado é um ser singular, com a sua própria história de vida que devemos respeitar e não exigir, os filhos são o nosso instrumento de ensino e aprendizagem... não somos donos de nada nem ninguém mas aprendizes da vida e a quem permitiram a melhor das sensações: amar. MAs amar só é bom quando nos entregamos sem pedir retorno e é por isso que os filhos são tão especiais... e, para terminar, partilho outra vivência. TEmos o infeliz hábito de tecer comentários acerca da vida alheia quando, na maioria das vezes, nem imaginamos o que estará escrito naquela história. NO outro dia (porque agora parece que cada vez que ligo a tv acerto no programa que tem sempre a ver com a minha perda) tive a oportunidade de assistir a uma entrevista num dos programas da tarde, em que o entrevistado, que lamento não me recordar do nome, também viveu esta perda e que também é dos únicos que tenho visto pensar como eu. E partilhou uma história que vem a propósito da definição de Saramago. NUma feira do livro, este senhor encontrou Saramago numa sessão de autógrafos e resolveu ir autografar o seu livro. QUando chegou a sua vez partilhou com o autor a sua experiência de ter perdido um filho. SAramago, com filas de pessoas que apenas queriam uma assinatura, pediu desculpa e disse que não podia dar mais autógrafos. Porquê? Porque quis receber o testemunho daquele pai como ele... só toma uma atitude destas quem já viveu... e agora, podemos julgar as atitudes de alguém?
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
O Milagre da Vida e um breve descortinar da minha história
Dei voltas e voltas ao baú das memórias, à essência da inspiração, para dar início, de forma perfeita, a este blog de histórias que compõem o filme mais premiado da minha vida. Apercebi-me que não há palavras perfeitas para descrever ou vos relatar o que já vivi, nem tão pouco conseguirei transpôr a plenitude das emoções porque quem sente, sente de forma singular. Somos identidades diferentes, temos amores diferentes e, por muito que hajam histórias que se assemelhem, o código digital é tão pessoal e único que cada um vai sentir como tiver que sentir.
De qualquer forma qualquer palavra conjugada em texto será sempre a mais perfeita porque vos falo da minha história, melhor, na pessoa que me tornei depois do milagre de ser mãe.
Mas, antes de mais, defino-me em linhas breves, já proferidas anteriormente: Em todos os sonhos de nuvens cor de rosa, flores coloridas, palácios de cristal com que eu sonhava havia sempre um príncipe. Brincava e reproduzia esse sonho sempre que brincava com as bonecas. Depois cresci. Seria de prever que as histórias de encantar fossem utopias de criança. Mas não. Continuei a acreditar. Sempre dizia às minhas amigas que esse amor encantado era possível, sempre o dizia àqueles que estavam desiludidos com o amor... "o importante é que continuem à procura". Eu própria tive os meus dissabores, julgando serem esses os possíveis amores eternos. O facto é que se continuava à procura, o que talvez significasse que ainda não o tinha encontrado. Há 3 anos atrás, de olhos brilhantes, encontrei esse amor e nunca mais procurei outro porque a luz que nos unia não deixava espaço para mais dúvidas: acabara de ser mãe.
No final do ano passado o destino ou lá o que está reservado para nós aprendizes deste trilho inesperado que é a vida, fui confrontada com a pior dor de todas: a possibilidade, que se veio a concretizar, de perder aquilo que pensamos ser nosso por direito ou lei da vida, o amor da minha vida e filho, José. Perguntam-se vocês como conseguirei eu colocar isto por palavras. Não há resposta mais simples. Cansei-me de ver blogs, páginas, programas acerca desta tragédia, esperando eu encontrar algum tipo de resposta ou consolo. Apercebi-me que tudo o que existe ou consegui ter acesso tem um ar claustrofóbico de pesar, luto, tristeza e também me apercebi que nunca vou obter respostas nem curar aquilo que é como uma doença crónica, vou viver com isto para o resto da minha vida. Onde quer que o meu José esteja é o amor da minha vida, de deslumbre, de fascínio, de entrega total, de fazer tremer as pernas, de sorrir de alegria... por tudo isto e tanto mais nunca poderia continuar a servir-me de bengala estas visões sombrias que falam da dor de perder um filho. O meu José respirava alegria, achava que as birras eram um mundo desconhecido, espalhava amor e mimos por onde passava e de facto, eu vivia o meu mundo cor-de-rosa com ele. Com isto quero dizer que nunca poderei falar dele de outra forma que não seja a colorida, pintada de um arco-íris e eternamente grata por ser mãe, ser mãe e poder dizer que ali atingi o limiar da perfeição que é ser feliz. Sim, passava por tudo outra vez só para ter este meu amor. A minha maior recompensa de vida continua a ser ele, sempre será e acredito que ainda espalhe do céu pétalas de amor e brilhantes, raios de sol e borboletas. Tudo para colorir o meu jardim e poder viver...
Escrevendo estas palavras parecemos reduzir a violência que é alguém passar por isto, pareço passar por cima todas as lágrimas e pânico, luta e portas fechadas, terror e sobrevivência forçada... não, apenas desejo, do fundo do meu coração que alguém como eu possa sentir gratidão mais do que revolta, que possa sorrir porque se recorda de cada segundo com o filho e que estes presentes de Deus são luz, aqui ou no céu e, aconteça o que acontecer, é assim que devem ser lembrados, com a mesma entrega que nos deram, a mesma felicidade que nos fizeram transbordar e, para nos acalmar a dor, falar da perfeição de ser mãe, aqui ou no céu. Afinal de contas não deixei de ser mãe, sou e serei sempre mãe do meu José.
Talvez não acreditem ou pensem ser a minha forma de ultrapassar a dor no que vos vou dizer mas é verdade: recebo mensagens do céu das mais variadas formas e a criação deste blog foi uma delas. Contudo quero partilhar convosco uma das primeiras e a mais significativa. Há muita obscuridade e incapacidade de nos erguermos quando perdemos. Por vezes achei que até respirar me fazia doer e que nada me conseguiria fazer sobreviver a não ser voltar a amar da mesma forma. Eu e o pai Pedro, no desespero habitual que nos unia, chorando abraçadinhos, conversámos sobre a necessidade de amar. Como poderíamos continuar se não espahássemos tanto amor que estava guardado em nós? Prosseguimos com o sonho, um sonho que nao era só nosso, também o José, no hospital, na rua, sempre que via um bebé pedia para o levar para casa e, sem saber bem porquê, perguntava-me muitas vezes: o mano? Era nossa missão criar outro milagre da vida. Depois da primeira tentativa, eu e o pai Pedro, talvez induzidos pelo sentimentalismo inevitável, ou não, sentimos em consonância que o milagre se tinha concretizado, logo no primeiro instante. E depois do pai Pedro adormecer, chorei e falei com o meu José, pedi para que esta sensação de estar grávida à primeira tentativa, fosse verdadeira apenas se ele assim o desejasse, chorei e pedi para que fosse ele a escolher. No final do mês e apenas por mera prova prática (porque no fundo eu tinha a certeza que estava grávida), fiz um teste de gravidez que confirmou o milagre da vida e o presente do meu José. Marcámos consulta e o teste positivo ganhou forma de girino no aparelho médico mais desejado. Mas, se as provas de que era mesmo um presente não chegavam, tive mais ainda. A médica aponta a data prevista para o parto: dia 26 de Novembro, o dia do aniversário do Padrinho do José. E não ficamos por aqui... o Padrinho havia sonhado com a gravidez e o José e que a data do nascimento era a mesma que a médica acabou por confirmar... coincidências? Não... o meu José vive dentro de nós que o amamos... percebem porque este blog não pode ser escuro e triste? Porque o José só me deu alegrias...
Também sabia que tinha que ser um mano e nunca pensei sequer que seria menina... a verdade é que está a caminho mais um homem da minha vida... o Manoel, de diminutivo mano (do José) e de significado "Deus connosco".
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