Hoje cabe dentro de mim uma saudade esmagadora mas também um agradecimento profundo por tudo aquilo que recebo. Hoje tenho aquela sensação de fim de domingo que todos por vezes sentimos, mas ampliada inúmeras vezes. Aquela sensação de vazio quase submergida sem razão mas tendo todas as razões do mundo. Sei agradecer e hoje muito. Porque simplesmente foi um dia para agradecer muitas palavras que ouvi e muitos gestos que me entregaram. Talvez estes a quem me refiro tivessem sentido de alguma forma que gritava no silêncio.. Porque penso na brevidade da vida, no tempo que perdemos com inutilidades, do desconhecimento que temos de quanto tempo as coisas vão durar, do que passou e parece apenas uma utopia, do que pode estar a ser tão bom para uns e tão mau para outros, de que há sempre o lado de cá e o lado de lá.. É em tudo isto que penso hoje.. sei bem a origem desta reflexão, que parece disparatada ou confusa, mas que em cada definição que aqui fiz tem um nome, uma situação que está a acontecer e se desenvolve muito para além destas palavras.. e essa definição, ao contrário de vós, conheço-a ao pormenor e por isso dou hoje voltas na consciência profunda deste vazio em insonia.. É.. o meu coração está escrito de inúmeros nomes que hoje, como eu, não descansam em paz na almofada. E eu desejo que esse temor, já que não possa ser contornado, pelo menos que dure pouco.. dure apenas o tempo suportável para cada um.. eu sei estar aí porque hoje estou aqui..
E nestes momentos abre-se mais uma ferida, aquela que nunca quero que sare, porque a dor da inflamação do teu nome em saudade é a prova que tenho que um dia foste meu aqui.. José <3
A perda não pode ter cara de luto quando o que existiu foi perfeição e, mães de corpo ou pensamento, não importa, longe ou perto, somos mães para SEMPRE! Assim espero chegar até vós e dar a mão...
sábado, 27 de fevereiro de 2016
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Bom Carnaval
É mais uma festividade que adorava e passei a odiar, depois a detestar e hoje prefiro ignorar.. o barulho, o excesso de alegria deixam-me em estado de embriaguez emocional.. Foi um dia uma época que preparava detalhadamente e com ansiedade de comemorar. A mesma que vocês devem continuar a ter. Porque simplesmente eu era feliz e que forma mais natural de poder mostrar alegria senão na época mais fanfarrona do ano? Sempre senti que tinha que viver as coisas na altura certa e aproveitar cada minuto porque um dia podia não ter acesso à felicidade espontânea e fácil.. Talvez sentisse há muito que um dia, um segundo mudaria a minha vida.. passei para o José este gosto pela alegria e assistir ao seu desfile de Carnaval, sempre dançando, foi dos maiores orgulhos que algum dia terei.. e por isso passei a detestar o Carnaval ou talvez a fugir das memórias de dias completos.. este ano foi o primeiro ano que mascarei o Manoel. É certo que de modo discreto, assim como quem se esconde de um castigo, mas achei que ele não tem que ser reflexo das minhas tristezas mas sim das minhas alegrias.. o Manoel escolheu ser meu filho, reconstruir-me apenas por existir e colar os meus pedaços todos os dias a cada nova fase da sua existência.. e isso, que talvez pareça pouco a tanta gente.. Isso, que é apenas existir, é para mim tudo, tudo o que me faz ser alguém hoje..
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