segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Tão perto para se ser feliz...

Estes dias têm sido como o tempo lá fora: instáveis. Ora faz chuva ora faz sol, por vezes o sol espreita, tímido, outras está nublado e triste... pois, nem sempre podemos ou conseguimos como gostaríamos viver sob a prática do "para a frente é que é caminho". Por vezes, olhamos para trás e sobressai mais a saudade ou vemos mais nitidamente o sonho do "era mas não perdurou"...
Ainda assim, deixem-me-vos dizer, que me apercebo, nos pequenos momentos, que não precisamos de ir muito longe para encontrarmos a felicidade. Este fim-de-semana fomos passear em família e, embora tão perto, conseguimos ter lugares tão bonitos para descobrir... assim é a vida: perdemos tanto tempo à procura do que não temos que nos esquecemos que aquilo que temos todos os dias ao nosso alcance pode ser aquilo que nos faz mais felizes, como a paz da nossa família, poder ter tempo para estar com os nossos amigos, ter uma rotina habitual com o marido e filhos, poder ser amada por quem faz parte de nós: pais, irmãos, amigos, marido/mulher, afilhados... eu tive isto tudo este fim-de-semana... e revigora... e dá-nos um bocadinho mais de força para que estes dias cinzentos possam ser pincelados com a cor do arco-íris e, quem sabe, quem sabe amanhã não estará um sol radiante na minha casa?
Uma coisa aprendi nesta minha caminhada: a vida pode trazer um trago amargo mas também nos recompensa muito... se eu pudesse prever tudo o que já vivi não mudaria nem uma vírgula. Aprendi muito mas ainda aprendo todos os dias. Aprendi sobretudo através do Amor. Do amor de todos os que amo ou amei... mas,principalmente, do amor dos meus filhos. O José ensina-me todos os dias a valorizar o que tenho, o Manoel faz-me aguentar tudo o que não tenho... um no outro e os dois em mim... para sempre... <3

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Lá longe espreitamo-vos daqui. ..

Hoje gostava de ter palavras de esperanca para vos dizer, dar um ou outro humilde conselho que mostrasse o lado mais simples da vida, mas hoje,  para além do habitual branco e azul, a minha alma está banhada de coderosa... naquela altura, muitas vezes me perguntavam: é o seu único filho? Eu bem sabia porquê mas nunca me permiti acreditar ouisso significaria desistir daquilo de mais importante Deus me deu... quando respondia que sim, alguns baixavam a cabeça e eu apetecia-me manda-los embora,  outros diziam: mas ainda é nova... aí apetecia-me esgana-los... perdoem-me as palavras mas hoje a revolta é maior.. sim, sou nova e sim já me permiti voltar a renascer através de outro filho mas o vazio é idêntico para quem possa fazer tal questão fique a saber. . O vazio é exatamente o mesmo. .. o vazio também é o mesmo para a mãe V que perdeu mas tem outros. .. e o vazio é também o mesmo para a mãe JS que só tinha um e "agora não é mãe de ninguém. ."... para quem faz estas perguntas não há resposta possível porque de nada serve explicar aquilo que nem nós entendemos... para nós tudo continua muito vivo... passem dias, meses ou anos... hajam dois, três,  cinco ou nenhum filho. .
Hoje o meu coração está com a mãe V... num abraço duradouro, num grito desenfreado... porque hoje não será mais fácil que amanhã mas posso dizer que hoje chovera mas amanhã também o sol poderá espreitar. .. porque não há chuva que dure eternamente... em cada casa que chove poderá amanhã raiar de sol... e plantar um campo de flores coderosa e borboletas azuis. .. e um dia, um dia que Deus ditar, eu também,  nós também teremos a paz, a liberdade e a eternidade para brincar nesse lugar desconhecido onde estão castelos e risos de príncipes e princesas... amo-te daqui até à lua José. ..