Filhos: a decisão mais desejada, a recompensa maior e a tarefa mais difícil de se concretizar.
Amamos tanto que pensamos estar sempre a errar, se precisamos sofrer não podemos transparece-lo, cada momento tem que ser mil vezes ponderado porque tudo o que mais queremos é que sejam felizes e vivam na sua pureza inocente até o mundo lhes mostrar a vida real.
Para mim, a vida real foi essa, a da doce e inocente infância onde julgava eu não era preciso haverem tantas lágrimas. No fundo ainda acredito nesse mundo e por ele vou lutar até já não poder mais. Porque estamos aqui para gerar sorrisos, não para viver para o trabalho, para as exigências e para o que desaparecerá assim que deixarmos de existir.
Ninguém me disse que ia ser difícil ser-se adulto e acho que por isso gosto tanto de ser criança e não deixar morrer os sonhos de pequenina.
Tanto luto que por vezes arrasto quem menos merece mas eu só sou feliz se cumprir sonhos e rezo para que os meus filhos herdem isso de mim. Ter os pés no chão gera tudo menos alegria e por isso voem ainda que pareça ridículo ou que aquela obrigação fique adiada. As obrigações acabam por se conseguir realizar, já a felicidade amanhã pode ser tarde para recuperar...
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