A perda não pode ter cara de luto quando o que existiu foi perfeição e, mães de corpo ou pensamento, não importa, longe ou perto, somos mães para SEMPRE! Assim espero chegar até vós e dar a mão...
terça-feira, 11 de julho de 2017
12 de Julho
Pode ter passado mais um ano e muito se ter dissipado na vida das gentes.. para mim é outro ano que passa e a linha do sentimento se salienta mais ainda.. há simplesmente dores na alma que não atenuam, não se quebram, não se controlam.. E se a maioria julga saber de que é feita essa dor.. ah.. desengane-se.. dor minha não é tua e tu não a viveste.. há anos em que consigo referir a necessária celebração mas este ano só consigo referir a dor, a saudade e o abismo que fica depois.. celebrei mas hoje choro e não quero sequer saber se o acham errado.. talvez daqui a uns dias eu abrande a alma e me lembre da alegria.. mas só eu estava lá quando nasceste e só eu estava lá quando voaste.. e hoje, pelo menos hoje, tenho direito de cair no chão e nem sequer agradecer porque não há o que agradecer ao universo que me dizem para aceitar quando me disse para ser eu e um dia deixar de o ser.. estou zangada e não estou aqui.. estou hoje onde estiveres José.. por isso não me julguem por ser mãe imperfeita, por ser mulher imperfeita, por ser amiga imperfeita.. por ser qualquer coisa imperfeita.. porque simplesmente nunca fui perfeita e fiquei muito menos depois de me pedirem para renascer carregada de memórias.. ninguém renasce com recordações.. empata o tempo com momentos de alegria pelo meio.. É justo para quem ficou? Não.. Mas também não é justo para mim e eu estou aqui.. a fingir todos os dias por quem amo..
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