Nem sempre nos sentimos plenos com os cruzamentos da vida mas, sempre que isso me afeta, tento ver se o que eu condeno ou me entristece está também em mim. Se o identifico cá, paro, reflito e simplesmente excluo isso de mim. Se não encontro, deixo voar até que o universo traga um sopro feliz, limpo e pacífico. Eu espero. Habituei-me a esperar mesmo que a minha vontade antes fosse correr. Mas se eu consigo até viver e ser feliz esperando reencontrar o meu José, como não ser paciente com os bloqueios da vida?
Aprendi muito com os desígnios da vida, talvez nem quisesse aprender tanto mas, embora ainda me sinta muitas vezes surpreendida com a vida e as pessoas, o importante para mim é aceitar, respeitar mesmo quando não entendo, saber no meu coração o que quero ou não para mim e aprender, aprender todos os dias, evoluir e agradecer por Deus me permitir ter essa aprendizagem porque amanhã serei ou farei por ser sempre melhor que hoje. Nunca melhor que ninguém mas MELHOR no CORAÇÃO.
A maior lição com a perda do meu José foi agradecer todos os dias e viver cada um como se fosse o último. A maior vivência que essa perda me permitiu é que o Amor cura, nunca pode destruir. Se destrói não é amor e não nos podemos permitir nunca a perder a melhor oportunidade da vida que é amar, com pureza e sem rancor. A vida é uma benção que se valoriza atentamente depois de perder o que de melhor se tem.
Hoje estou aqui, amanhã não sei!
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