Foi numa noite como a de hoje que procurei realizar um sonho. Desde bem pequenininha aprendi a olhar a vida como se fosse um livro de histórias, igual a todos aqueles que se sobrepunham nas prateleiras do meu quarto cor de pinho. Em cada uma dessas histórias haviam príncipes e princesas, reis e rainhas, fadas, feitiços malvados e sonhos felizes. E, ainda sem sequer saber que história escreveria para mim, sonhava. Sonhava com toda a história de encantar que estaria por descobrir. Naquelas breves linhas que compunham o início da minha história, já moravam la princesas. Eram duas, eu e outra, sempre mais bela, assim a revia, embora isso não me importasse e, pelo contrário, me tornasse ainda mais feliz, pois a beleza dela era daquelas que vem de dentro e eu a sentia eterna em mim. Éramos duas princesas que justamente só conheciam os sonhos, a serenidade daquele reino que o rei e a rainha sempre fizeram ser perfeito. Todos os dias faziam no reino as mesmas coisas que duas comuns meninas de qualquer parte do mundo. Mas era sempre uma rotina perfeita, pois desconheciam a existência de bruxas más e feitiços menos bons, então a sua imaginação era vivida apenas de coisas boas.: julgavam existir gnomos debaixo da terra que pisavam e escutavam com a orelha colada ao chão os seus passinhos pequeninos, tentando perceber o seu modo de vida ali; acreditavam, depois do ritual de domingo, que havíamos de ser todos seres humanos bons, capazes de fazer o bem comum, pois Deus, que haviam escutado atentamente na missa dominical, lhes dizia que as estrelas pequeninas são para deixar Brilhar e todos nós podemos brilhar apenas se tivermos com quem o partilhar, pois de que serve brilhar se ninguém enxerga a sua luz? estas princesas acreditavam também, olhando o amor simples e cúmplice do rei e da rainha, que havia um príncipe perfeito guardado para nós e, um dia, também elas escreveriam na sua história : felizes para sempre...".
Entretanto viviam aquele início de vida felizes e inocentes, usufruindo das risadas nos banquetes semanais onde se reunia toda a corte da família, unidos e indissociáveis e, durante a semana, pulavam, brincavam, cumpriam os seus afazeres e dormiam naquela almofada de corações e ursinhos e flores rosadas, felizes e descansadas, protegidas eternamente no castelo que o seu rei e rainha sempre tornaram perfeito...
Talvez esta infância perfeita tenha sido o motivo principal para que me entregasse aos sonhos. Talvez por ter conseguido ser criança, gostasse tanto que todas as crianças pudessem ter também a oportunidade de serem felizes assim. A maior responsabilidade do mundo e, para mim, sem dúvida, gerar a vida. Se temos consciência de colocar um ser no mundo, temos também a obrigação, que deve ser prazer, de tornar pelo menos o início de vida desse ser feliz. Enquanto a felicidade deles puder depender de nós, a coisa mais fácil deste mundo e dar amor e, apenas com amor, podemos fazer resultar tudo o resto é tornar as suas vidas felizes. Esta é a lição que os meus pais me deram. E é por ela que ainda me movo e rege grande parte das minhas decisões.
Sou hoje mãe de dois, em breve de três, tenho um príncipe, o rei e a rainha, a princesa irmã e principezinhos nas nossas vidas.. mas não sei quando escreverei "felizes para sempre..." porque se neste conto de fadas se pudessem transformar os objetos em magia, trazia-te para perto de nós José, para finalizar a nossa história.. como sonhei em.pequenina, como pensei estar a começar quando vi o príncipe papá.. como senti tomar forma quando te vi sair de mim..
Lindo Paulinha. ..és uma força da natureza..Que consigas ainda ter finais felizes..adoro ler o q escreves...beijos no coração.
ResponderEliminarLindo Paulinha. ..és uma força da natureza..Que consigas ainda ter finais felizes..adoro ler o q escreves...beijos no coração.
ResponderEliminarlindo...
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