Chegada a época que nos é imposta,fiz a minha árvore de Natal.. fiz com um misto de revolta,nó na garganta, força,lágrimas e sorrisos.. odeio esta época e amo-a pelo meu filho M.. muito se fala sobre a pobreza,a solidão,os que precisam mas,na maioria das vezes,faz-se porque é época mas passa no momento em que a casa enche e a festa começa.. e ainda bem.. eu também já fui assim.. hoje penso que era feliz e não sabia.. já se questionaram sobre isso? Lamentamos pequenos sobressaltos rotineiros mas quando nos cai o chão.. É desespero que não se recupera mais. Hoje agradeço tudo o que tenho,tudo o que tive e engulo em seco cada memória que me recorda que nada está garantido.. um dia tudo parece comum e podemos queixar-nos de pequeninas coisas.. no outro temos medo até de pensar que algum dia nos queixamos,quando tudo o que queríamos era aquela suposta imperfeição de volta..
Ah.. como custa fazer árvore para um e sentir que se faz para dois.. procurar ser perfeita e dar o melhor de mim,com alegria,quando apetecia mesmo chorar e adormecer.. É.. nesta época tudo duplica.. e com esta oposição sentimental,duplica também uma coisa: saber agradecer.. porque se tudo isto me consome, sobrepõe-se mais ainda a palavra gratidão.. por tudo o que tenho,pelo M, pela minha família,por todos..
Saibam agradecer hoje,quando ainda há magia...
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