segunda-feira, 6 de abril de 2015

"Quem vê caras não vê corações..."

Quem vê caras não vê corações.. Por vezes usa- se este ditado sem se saber ao certo o verdadeiro significado. As pessoas relativizam muito os problemas dos outros e consideram à partida que "aquele quadro " do "vizinho" parece tão mais perfeito que o nosso.. Todos, sem exceção, temos problemas e cada um carrega o peso que lhe foi atribuído. Olhemos mais para nós e menos para os outros. Tentemos resolver as nossas falhas ou desvios de felicidade ao invés de perder tempo a admirar a vida de outrem, que, talvez, nem seja assim tão feliz quanto pensa. Certo é que se tece sempre um comentário sobre alguém..
Também há outro lado deste provérbio. Por vezes estamos dentro da vida de uma pessoa e não fazemos ideia da influência que podemos ter nela.. Ontem ouvi o meu "sobrinho emprestado " M a cantar, de peito  cheio, uma música que tinha aprendido na igreja.. Ele não sabia, talvez nunca venha a saber, o quanto encheu o meu coração naquele momento.. Na doçura daquele sorriso inocente, aquela música é uma música que me diz tanto, que chorei tantas vezes comigo mesma a cantar.. Que ouvi dentro de mim pensando no meu José e na força que não posso deixar de ter.. Oh querido M.. Obrigada por, na tua doce inocência, me permitires imaginar o que seria ter ali assim, o meu José a cantar para mim..

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