Não há fado que explique melhor o meu fado que o fado "Chuva" da Mariza.
"As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudade
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
Da história da gente
E outras de quem nem o nome
Lembramos ouvir
São emoções que dão vida
À saudade que trago
Aquelas que tive contigo
E acabei por perder
Há dias que marcam a alma
E a vida da gente
E aquele em que tu me deixaste
Não posso esquecer
A chuva molhava – me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera
Ai, meu choro de moça perdida
Gritava à cidade
Que o fogo do amor sob a chuva
Há instantes morrera
A chuva ouviu e calou
Meu segredo à cidade
e eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade"...
As coisas vulgares na vida acabamos sim por as apagar, sendo apenas traços de história que acabam por se apagar.. no entanto perdemos tanto tempo com essas vulgares coisas.
. Há gente que fica na história da gente. .. em mim muita que amo tanto. . Tenho emoções sim contigo José daquilo que vivemos e que acabei por perder... há sim dias que marcam a vida e a alma da gente. .. e aquele em que tu me deixaste não posso nem consigo esquecer... sim, naquele dia as ruas molhavam-me o rosto que parecia triste comigo. .. aquelas mesmas ruas que já nós percorreramos... sim, o meu choro de moça perdida gritava à cidade. .. e o resto da letra impossível de detalhar quando o detalhe queima na gente. ..
Há dias nos dias da gente
Que toldamos a saudade
Dentro de sorrisos travados
Para calar o amargo...
E quando já o corpo cansado
Reacende a memória
No trilho de regresso a casa
A lágrima se sente
E a vida regressa no agito
De tempos que temo
Levando para ti a saudade
De te sentir perto
E assim no escuro da noite
Te acenar em segredo
Hoje te tapo em desejo
E me despeço por momentos
Como se no teu acordar
Pudesse de novo estar presente
E recomeçar todo um dia
O dia tão simples da gente. ..
Amo-te José. ..
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